Os últimos anos foram dominados por uma pergunta: “dá pra fazer?” Dá pra usar IA generativa? Dá pra sobreviver ao fim dos cookies? Dá pra vender com vídeo? E como faz pra entrar em retail media? Como criar experiências imersivas sem virar só “campanha bonita”?
Em 2026, o jogo muda. A pergunta, portanto, passa a ser outra: “a gente está fazendo… e fazendo bem?”
E aqui está o ponto central: essas tendências não são modas. São sinais claros de transformação no comportamento do consumidor, no modo como as plataformas entregam visibilidade e no jeito que marketing precisa operar (dados + mídia + criatividade + mensuração, tudo junto).
A seguir, reunimos (a partir de uma matéria do Search Engine Journal) as 10 tendências mais relevantes (adaptadas do Search Engine Journal) e, principalmente, o que muda na prática para times de marketing que querem chegar em 2026 com execução forte e coerente, não com um monte de iniciativas soltas.
01) Busca conversacional redefine SEO (e “visibilidade” vira resposta, não clique
A busca está migrando de consulta por palavra-chave para conversa. Menos “digitar e clicar”, mais “perguntar e receber a resposta dentro do motor”, seja no Google com experiências de IA, em assistentes e em interfaces generativas.
Nesse sentido, isso puxa uma consequência direta: otimização de busca em todos os lugares deixa de ser opcional. Assim, a pergunta vira: onde as pessoas perguntam sobre o que você vende, além do Google?*
O que muda na prática:
- Conteúdo “answer-centered”: páginas que respondem, explicam, comparam e orientam decisão (com estrutura clara).
- Mais FAQs, tópicos bem amarrados e páginas com intenção explícita (descoberta, comparação, decisão).
- Mensuração além do clique: presença em perguntas, termos conversacionais, menções e sinais de marca.
02) Um boom dos vídeo
O formato de vídeo deixou de ser só “topo de funil”.
Em 2026, portanto, a tendência é vídeo cada vez mais transacional: overlays de produto, live shopping, checkout in-stream, criativos pensados para compra (não só para view).
E a IA entra com força na produção: um estudo da IAB apontou que 86% dos anunciantes já usam ou planejam usar IA generativa para produção de anúncios em vídeo. A projeção é que anúncios com GenAI representem ~40% dos vídeos até 2026.
O que muda na prática:
- Vídeo precisa nascer com “gatilhos de compra”: por exemplo com CTA, oferta, prova, demonstração, comparativos.
- KPI deixa de ser só view/like: passa a ser adicionar ao carrinho, checkout, lead, visita, venda.
- Dessa maneira, conteúdo e performance se aproximam: criativo e mensuração andam juntos.
03) Revolução privacy-first: dados próprios viram vantagem competitiva
Com privacidade, regulação e a queda de rastreamento tradicional, o marketing “de terceirização de dados” fica frágil. Por isso, o centro da estratégia agora vira dados em primeira mão + consentimento + arquitetura de mensuração.
Além disso, o cenário de investimento empurra o tema para o topo: previsões indicam publicidade global acima de US$1 trilhão em 2025 e digital dominando grande parte do bolo. Com isso, o que muda na prática:
- Construir base de dados própria: captura de consentimento, eventos (APIs de conversão), qualidade de tracking.
- Menos dependência de cookies e mais integração de sinais (online + offline).
- Times de marketing mais próximos de dados, produto e tecnologia.
04) RMNs (Retail Media Networks) deixam de ser “nicho” e viram mainstream
RMNs viram pilar de planejamento porque unem mídia + dado de compra + resultado no SKU.
E, nesse sentido, os números mostram o tamanho da onda: reportagens recentes citam projeção de US$ 62 bilhões em ad spend de RMNs em 2025, cerca de 17,9% do gasto digital, com expectativa de passar de 20% em 2026.
O que muda na prática:
- RMN não é “campanha tática”: pede estratégia, operação e mensuração dedicadas.
- Integração com ecommerce/pricing/produto vira, portanto, um importante diferencial.
- SEO de marketplace e feed optimization entram, dessa maneira, no mesmo plano da mídia.
05) Creator economy evolui para co-criação (criador como parceiro, não só “mídia”)
Influenciador como “amplificador” perde força frente a uma tendência mais madura: co-criar produto, campanha, comunidade e narrativa com creators.
O que muda na prática:
- Programas de longo prazo (não só publis pontuais).
- Criadores participando de briefing, ângulo criativo, formato e até roadmap.
- Métrica além de alcance: retenção, conversão, comunidade, contribuição no funil.
06) Comunidade + autenticidade viram vantagem
Em 2026, as pessoas não querem só comprar: querem pertencer. Assim, a confiança vem menos de “campanha perfeita” e mais de vozes reais: liderança, especialistas, equipe, clientes, comunidade.
O que muda na prática:
- Investir em canais próprios (por exemplo newsletter, comunidade, eventos, fóruns, hubs).
- Liderança com conteúdo consistente (não só “post de CEO” esporádico).
- Autenticidade mensurável: engajamento recorrente, retenção, referrals, resposta do público.
07) IA como “sistema operacional” do marketing (não só ferramenta criativa)
A virada não é “usar IA para texto e imagem”. Nesse sentido, a virada é IA por trás de analytics, mídia, automação, workflows e jornada. E isso está chegando ao coração da mídia: a Reuters reportou que a Meta mira automação completa de publicidade com IA até o fim de 2026 (criação, segmentação e otimização).
O que muda na prática:
- Governança (marca, segurança, vieses, compliance) vira requisito.
- Human-in-the-loop: humano define estratégia e limites; IA escala execução.
- Processos de marketing viram produto: por exemplo, incluindo padronização, QA, playbooks e aprendizado contínuo.
08) ROI “reaprendido”: MMM (Marketing Mix Modeling) volta ao centro
Com atribuição tradicional sofrendo (privacidade, walled gardens, fragmentação), MMM (modelagem de mix de marketing) volta a ganhar tração como modelo de impacto incremental.
O contexto reforça: há projeções de que mídia programática represente 90% do display digital mundial até 2026, aumentando portanto a urgência de mensurar de forma mais robusta do que “atribuição de plataforma”.
O que muda na prática:
- Medição orientada a negócio: incremental lift, ROI, margem, LTV, não só dashboard.
- Integração real com financeiro/Business Inteligence.
- Disciplina de experimentação e baseline (sem isso, MMM vira “modelo bonito, decisão ruim”).
09) Experiências imersivas e gamificação redefinem engajamento
A fronteira entre entretenimento, engajamento e comércio continua dissolvendo.
AR/VR, formatos interativos e mecânicas de jogo ganham espaço quando têm utilidade e ligação com conversão. Nesse sentido, há pesquisas apontando o peso de plataformas sociais de vídeo na disputa por tempo e atenção, acelerando o shift para experiências mais interativas e “always on”.
O que muda na prática:
- “Imersivo” não pode ser só pelo espetáculo: precisa de utilidade (try-on, demo, quiz, personalização).
- Métrica conectada: engajamento → intenção → visita → compra.
- Portfólio: separar uma fatia do orçamento para testes com hipótese clara.
10) A vantagem humana: upskilling e cultura decidem quem ganha
Tecnologia acelera. Pessoas e cultura, não. E isso vira o gargalo número 1.
Um relatório da McKinsey aponta que 92% das empresas planejam aumentar investimentos em IA, mas apenas 1% se considera madura, com IA integrada e gerando resultado substancial.
O que muda na prática:
- Treinamento contínuo (portanto com dados, IA, mensuração, criatividade, mídia).Times híbridos (SEO + conteúdo + performance + dados).
- Execução ágil e cross-funcional (assim, marketing não pode mais operar “em silos”).
Como transformar essas tendências em plano (sem virar só um slide bonito
Uma forma simples de trazer isso para o mundo real é pensar em 3 camadas:
- Base (inegociável)
Dados próprios + mensuração + conteúdo com profundidade + site claro + governança de IA. - Distribuição (onde a descoberta acontece)
Busca conversacional + vídeo + social + creators + marketplace/RMN + comunidade. - Prova (o que sustenta decisão)
MMM/experimentos, indicadores de funil, métricas de marca e evidência de impacto.
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Quer sair do “tendência” e entrar no “executar bem” em 2026?
Na Uá Uá, a gente transforma leitura de cenário em operação: SEO + GEO), conteúdo, presença multicanal, dados, mensuração e rotina de execução.