Top 10 tendências de marketing digital para 2026 Top 10 tendências de marketing digital para 2026

Top 10 tendências de marketing digital para 2026

Top 10 tendências de marketing digital para 2026

Estratégia
8 min
23 dez 25

Os últimos anos foram dominados por uma pergunta: “dá pra fazer?” Dá pra usar IA generativa? Dá pra sobreviver ao fim dos cookies? Dá pra vender com vídeo? E como faz pra entrar em retail media? Como criar experiências imersivas sem virar só “campanha bonita”? 

Em 2026, o jogo muda. A pergunta, portanto, passa a ser outra: a gente está fazendo… e fazendo bem?

E aqui está o ponto central: essas tendências não são modas. São sinais claros de transformação no comportamento do consumidor, no modo como as plataformas entregam visibilidade e no jeito que marketing precisa operar (dados + mídia + criatividade + mensuração, tudo junto).

A seguir, reunimos (a partir de uma matéria do Search Engine Journal) as 10 tendências mais relevantes (adaptadas do Search Engine Journal) e, principalmente, o que muda na prática para times de marketing que querem chegar em 2026 com execução forte e coerente, não com um monte de iniciativas soltas.

01) Busca conversacional redefine SEO (e “visibilidade” vira resposta, não clique

 A busca está migrando de consulta por palavra-chave para conversa. Menos “digitar e clicar”, mais “perguntar e receber a resposta dentro do motor”, seja no Google com experiências de IA, em assistentes e em interfaces generativas. 

Nesse sentido, isso puxa uma consequência direta: otimização de busca em todos os lugares deixa de ser opcional. Assim, a pergunta vira: onde as pessoas perguntam sobre o que você vende, além do Google?*

O que muda na prática:

  • Conteúdo “answer-centered”: páginas que respondem, explicam, comparam e orientam decisão (com estrutura clara).
  • Mais FAQs, tópicos bem amarrados e páginas com intenção explícita (descoberta, comparação, decisão).
  • Mensuração além do clique: presença em perguntas, termos conversacionais, menções e sinais de marca.

02) Um boom dos vídeo

O formato de vídeo deixou de ser só “topo de funil”. 

Em 2026, portanto, a tendência é vídeo cada vez mais transacional: overlays de produto, live shopping, checkout in-stream, criativos pensados para compra (não só para view). 

E a IA entra com força na produção: um estudo da IAB apontou que 86% dos anunciantes já usam ou planejam usar IA generativa para produção de anúncios em vídeo. A projeção é que anúncios com GenAI representem ~40% dos vídeos até 2026.

O que muda na prática:

  • Vídeo precisa nascer com “gatilhos de compra”: por exemplo com CTA, oferta, prova, demonstração, comparativos.
  • KPI deixa de ser só view/like: passa a ser adicionar ao carrinho, checkout, lead, visita, venda.
  • Dessa maneira, conteúdo e performance se aproximam: criativo e mensuração andam juntos.

03) Revolução privacy-first: dados próprios viram vantagem competitiva 

Com privacidade, regulação e a queda de rastreamento tradicional, o marketing “de terceirização de dados” fica frágil. Por isso, o centro da estratégia agora vira dados em primeira mão + consentimento + arquitetura de mensuração

Além disso, o cenário de investimento empurra o tema para o topo: previsões indicam publicidade global acima de US$1 trilhão em 2025 e digital dominando grande parte do bolo. Com isso, o que muda na prática:

  • Construir base de dados própria: captura de consentimento, eventos (APIs de conversão), qualidade de tracking.
  • Menos dependência de cookies e mais integração de sinais (online + offline).
  • Times de marketing mais próximos de dados, produto e tecnologia.

04) RMNs (Retail Media Networks) deixam de ser “nicho” e viram mainstream

RMNs viram pilar de planejamento porque unem mídia + dado de compra + resultado no SKU.

 E, nesse sentido, os números mostram o tamanho da onda: reportagens recentes citam projeção de US$ 62 bilhões em ad spend de RMNs em 2025, cerca de 17,9% do gasto digital, com expectativa de passar de 20% em 2026.

O que muda na prática:

  • RMN não é “campanha tática”: pede estratégia, operação e mensuração dedicadas.
  • Integração com ecommerce/pricing/produto vira, portanto, um importante diferencial.
  • SEO de marketplace e feed optimization entram, dessa maneira, no mesmo plano da mídia.

05) Creator economy evolui para co-criação (criador como parceiro, não só “mídia”)

Influenciador como “amplificador” perde força frente a uma tendência mais madura: co-criar produto, campanha, comunidade e narrativa com creators

O que muda na prática:

  • Programas de longo prazo (não só publis pontuais).
  • Criadores participando de briefing, ângulo criativo, formato e até roadmap.
  • Métrica além de alcance: retenção, conversão, comunidade, contribuição no funil.

06) Comunidade + autenticidade viram vantagem

Em 2026, as pessoas não querem só comprar: querem pertencer. Assim, a confiança vem menos de “campanha perfeita” e mais de vozes reais: liderança, especialistas, equipe, clientes, comunidade.

O que muda na prática:

  • Investir em canais próprios (por exemplo newsletter, comunidade, eventos, fóruns, hubs).
  • Liderança com conteúdo consistente (não só “post de CEO” esporádico).
  • Autenticidade mensurável: engajamento recorrente, retenção, referrals, resposta do público.

07) IA como “sistema operacional” do marketing (não só ferramenta criativa)

A virada não é “usar IA para texto e imagem”. Nesse sentido, a virada é IA por trás de analytics, mídia, automação, workflows e jornada. E isso está chegando ao coração da mídia: a Reuters reportou que a Meta mira automação completa de publicidade com IA até o fim de 2026 (criação, segmentação e otimização). 

O que muda na prática:

  • Governança (marca, segurança, vieses, compliance) vira requisito.
  • Human-in-the-loop: humano define estratégia e limites; IA escala execução.
  • Processos de marketing viram produto: por exemplo, incluindo padronização, QA, playbooks e aprendizado contínuo.

08) ROI “reaprendido”: MMM (Marketing Mix Modeling) volta ao centro

Com atribuição tradicional sofrendo (privacidade, walled gardens, fragmentação), MMM (modelagem de mix de marketing) volta a ganhar tração como modelo de impacto incremental.

O contexto reforça: há projeções de que mídia programática represente 90% do display digital mundial até 2026, aumentando portanto a urgência de mensurar de forma mais robusta do que “atribuição de plataforma”.

O que muda na prática:

  • Medição orientada a negócio: incremental lift, ROI, margem, LTV, não só dashboard.
  • Integração real com financeiro/Business Inteligence.
  • Disciplina de experimentação e baseline (sem isso, MMM vira “modelo bonito, decisão ruim”).

09) Experiências imersivas e gamificação redefinem engajamento

A fronteira entre entretenimento, engajamento e comércio continua dissolvendo.

AR/VR, formatos interativos e mecânicas de jogo ganham espaço quando têm utilidade e ligação com conversão. Nesse sentido, há pesquisas apontando o peso de plataformas sociais de vídeo na disputa por tempo e atenção, acelerando o shift para experiências mais interativas e “always on”. 

O que muda na prática:

  • Imersivo” não pode ser só pelo espetáculo: precisa de utilidade (try-on, demo, quiz, personalização).
  • Métrica conectada: engajamento → intenção → visita → compra.
  • Portfólio: separar uma fatia do orçamento para testes com hipótese clara.

10) A vantagem humana: upskilling e cultura decidem quem ganha

Tecnologia acelera. Pessoas e cultura, não. E isso vira o gargalo número 1. 

Um relatório da McKinsey aponta que 92% das empresas planejam aumentar investimentos em IA, mas apenas 1% se considera madura, com IA integrada e gerando resultado substancial. 

O que muda na prática:

  • Treinamento contínuo (portanto com dados, IA, mensuração, criatividade, mídia).Times híbridos (SEO + conteúdo + performance + dados).
  • Execução ágil e cross-funcional (assim, marketing não pode mais operar “em silos”).

Como transformar essas tendências em plano (sem virar só um slide bonito

 Uma forma simples de trazer isso para o mundo real é pensar em 3 camadas:

  1. Base (inegociável)
    Dados próprios + mensuração + conteúdo com profundidade + site claro + governança de IA.
  2. Distribuição (onde a descoberta acontece)
    Busca conversacional + vídeo + social + creators + marketplace/RMN + comunidade.
  3. Prova (o que sustenta decisão)
    MMM/experimentos, indicadores de funil, métricas de marca e evidência de impacto.
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