68 milhões de visitas de crawlers mostram o que aumenta a visibilidade em buscas com IA 68 milhões de visitas de crawlers mostram o que aumenta a visibilidade em buscas com IA

68 milhões de visitas de crawlers mostram o que aumenta a visibilidade em buscas com IA

68 milhões de visitas de crawlers mostram o que aumenta a visibilidade em buscas com IA

Estratégia
11 min
15 maio 26

Durante muito tempo, falar de SEO era falar sobre como o Google rastreava, indexava e ranqueava páginas.

A lógica era relativamente conhecida: criar conteúdo, otimizar tecnicamente, conquistar autoridade, facilitar a indexação e disputar posições na página de resultados.

Mas a busca com IA está criando uma camada nova nesse processo.

Agora, além dos mecanismos tradicionais, existem sistemas de IA visitando sites para treinar modelos, descobrir conteúdos e, principalmente, buscar informações em tempo real para responder perguntas de usuários.

Isso muda bastante a forma de pensar visibilidade.

Um artigo recente do Search Engine Journal, assinado por Roger Montti, analisou dados de 858.457 sites hospedados na plataforma Duda. No total, foram 68,9 milhões de visitas de crawlers de IA em fevereiro de 2026.

O número chama atenção por si só. Mas o ponto mais importante não é apenas o volume. É o padrão.

A análise mostra que os sites mais visitados por crawlers de IA não são necessariamente aqueles que tentam “otimizar para IA” de forma isolada. São sites com sinais mais claros de existência, estrutura, profundidade e demanda real.

Em outras palavras: a IA parece voltar mais para sites que já são mais fáceis de entender, verificar e usar como fonte.

E isso tem implicações diretas para marcas B2B.

Crawlers de IA já não são um fenômeno marginal

O estudo mostra que 59% dos sites analisados receberam pelo menos uma visita de crawler de IA no período observado.

Isso significa que o rastreamento por sistemas de IA já não está restrito a grandes portais, marcas muito conhecidas ou sites com alto volume de tráfego.

Ele já acontece em escala.

O dado mais relevante é que esse movimento não está crescendo apenas como curiosidade técnica. Ele aparece junto com o aumento de tráfego de referência vindo de plataformas de IA.

Segundo a análise, o tráfego de referência de LLMs cresceu 72,7% no período comparado. ChatGPT cresceu 66,7%. Claude teve crescimento de 23 vezes a partir de uma base menor. Copilot saiu de um volume quase inexistente para mais de 9 mil referências. Perplexity cresceu 14,1%.

A distribuição ainda é desigual, mas a direção é clara.

Ferramentas de IA estão se tornando ambientes reais de descoberta. E, quando uma marca aparece ou não aparece nesses ambientes, isso começa a afetar tráfego, percepção e consideração.

Para empresas B2B, esse ponto é especialmente importante.

Porque muitas decisões não começam mais com uma busca tradicional. Elas começam com uma pergunta feita a uma IA: quais fornecedores considerar, quais critérios usar, quais soluções existem, quais empresas são relevantes em uma categoria.

Se a IA não encontra sinais suficientes para recuperar, entender ou citar sua marca, ela pode ficar fora da conversa antes mesmo da busca acontecer.

A mudança mais importante: a IA não está só indexando. Ela está buscando respostas

Um dos dados mais interessantes da análise é a divisão entre tipos de crawling.

Nem toda visita de crawler de IA tem a mesma finalidade.

Parte serve para treinamento de modelos. Parte serve para descoberta e indexação de conteúdo. Mas a maior fatia, segundo o estudo, já está ligada à busca de informações em tempo real para responder perguntas de usuários.

Na análise, 56,9% da atividade de crawlers veio de “user fetch”, ou seja, recuperação de conteúdo em tempo real para embasar respostas. A maior parte desse volume foi puxada pelo ChatGPT.

Isso muda o papel do conteúdo.

No SEO tradicional, a preocupação central era: esta página pode ser rastreada, indexada e ranqueada?

Na busca com IA, a pergunta passa a ser mais específica: esta página pode ser recuperada, compreendida e usada como apoio para uma resposta?

A diferença parece pequena, mas não é.

Um conteúdo pode estar publicado e indexável, mas ainda assim ser pouco útil para uma IA. Nesse sentido, pode não ter dados claros. Também pode não explicar bem a entidade da marca. Pode não ter estrutura suficiente. E, ainda, pode não responder perguntas de forma extraível. Além disso, pode não trazer sinais verificáveis.

Quando o sistema precisa gerar uma resposta, ele tende a favorecer fontes que reduzem a ambiguidade.

E é aí que estrutura, consistência e clareza começam a pesar mais.

Ser rastreado não significa ser escolhido

Existe um risco comum nas conversas sobre AI Search: transformar o tema em uma lista técnica de bloqueios, permissões e user agents.

Claro que permitir ou bloquear crawlers importa. Mas esse não é o centro da estratégia.

O próprio estudo deixa claro que existe uma correlação importante entre sites que recebem mais tráfego humano e sites que são mais visitados por crawlers de IA.

Sites crawleados por IA tiveram, em média, 527,7 sessões humanas, contra 164,9 nos sites não crawleados. Também apresentaram mais preenchimentos de formulário e mais cliques para ligação.

Isso não prova causalidade. Ou seja, não dá para afirmar que permitir crawlers de IA, sozinho, gera mais tráfego humano.

Mas mostra uma relação importante: sistemas de IA parecem voltar com mais frequência para sites que já demonstram algum nível de atividade, relevância e demanda.

Esse ponto é essencial.

A IA não está necessariamente descobrindo sites fracos, sem audiência, sem clareza e sem legitimidade para depois transformá-los em fontes relevantes.

Ela parece reforçar sinais que já existem.

Para marcas, isso muda a prioridade.

O objetivo não é apenas “fazer a IA rastrear meu site”. O objetivo é construir um site e uma presença digital que mereçam ser revisitados, compreendidos e usados como referência.

O que os sites mais rastreados têm em comum

A análise identificou três grupos de sinais associados a mais visitas de crawlers de IA: integrações externas, dados estruturados de negócio e profundidade de conteúdo.

O primeiro grupo envolve integrações externas, como sistemas de reviews e plataformas que distribuem informações de negócio.

Sites com integração com Yext, por exemplo, tiveram taxa de crawling muito superior aos sites sem essa integração. Sites com integrações de reviews também foram rastreados com mais frequência.

O ponto aqui não é defender uma ferramenta específica.

O aprendizado maior é que a IA parece valorizar sinais que ajudam a verificar se uma empresa é real, consistente e reconhecível em diferentes ambientes.

Isso conversa diretamente com uma ideia que já aparece nas estratégias de GEO e SEO para IA: a marca precisa ser entendida como entidade.

Ou seja, não basta existir em uma página institucional. A empresa precisa ter informações consistentes, rastreáveis e reconhecíveis em diferentes pontos do ecossistema digital.

Nome, categoria, localização, avaliações, perfis sociais, dados de negócio, presença em diretórios confiáveis, citações externas e conteúdos próprios precisam contar uma história coerente.

Quando esses sinais estão desalinhados, a IA encontra ruído. E ruído diminui confiança.

Dados estruturados ajudam a IA a entender quem é você

O segundo grupo de sinais envolve recursos estruturados dentro do próprio site.

A análise mostra que sites com Google Business Profile sincronizado, páginas dinâmicas e dados de negócio mais completos foram rastreados com mais frequência.

Isso reforça um ponto que muitas marcas ainda tratam como detalhe técnico: dados estruturados não servem apenas para “ajudar o Google”. Eles ajudam máquinas a entenderem o que uma empresa é, onde atua, quais informações são confiáveis e como esses dados se conectam.

Para negócios locais, isso é evidente. Mas para empresas B2B também importa.

Mesmo quando a venda não acontece localmente, a marca precisa deixar claro seu nome, categoria, oferta, localização, contatos, áreas de atuação, perfis oficiais, páginas-chave, produtos, serviços e provas de existência.

Quanto menos esforço uma IA precisa fazer para interpretar sua empresa, maior a chance de ela conseguir recuperar informações corretas sobre ela.

E, no ambiente de respostas geradas por IA, ser compreensível é parte da autoridade.

Profundidade de conteúdo também aumenta as oportunidades de recuperação

O terceiro grupo de sinais é conteúdo.

Segundo o estudo, sites com mais de 50 posts de blog tiveram, em média, 1.373,7 visitas de crawlers de IA, contra 41,6 em sites sem blog.

A diferença é enorme.

Mas a leitura não deve ser simplificada para “publique mais posts”. Volume, sozinho, nunca foi uma estratégia suficiente. E na era da IA, isso continua verdadeiro.

O ponto é que sites com mais conteúdo oferecem mais superfícies de recuperação. Mais perguntas respondidas, mais contextos explicados e mais trechos úteis. Nesse sentido, também, mais possibilidades de serem usados como apoio em respostas.

Para marcas B2B, isso reforça o papel do conteúdo como ativo de autoridade.

Um site com poucas páginas institucionais dificilmente cobre a complexidade das dúvidas que aparecem durante uma jornada de compra longa. Ele pode até explicar o que a empresa faz, mas não necessariamente responde às perguntas que um decisor faz antes de considerar uma solução.

Como comparar abordagens? Quais critérios avaliar e quais erros evitar? Além disso, quais tendências mudam a categoria? E, ainda, quais conceitos ainda são mal compreendidos? Quais sinais indicam maturidade? E, finalmente, qais perguntas o comitê de compra deveria fazer?

Essas são perguntas que alimentam a descoberta, consideração e confiança.

E também são o tipo de material que sistemas de IA podem recuperar quando alguém pede orientação sobre uma categoria.

O erro é tratar AI Search como um hack técnico

Uma conclusão importante do estudo é que os sinais aparecem em conjunto.

Os sites mais rastreados não dependem de um único fator. Eles combinam presença externa, dados estruturados, conteúdo mais profundo e tráfego humano.

Isso mostra que visibilidade em AI Search não deve ser tratada como uma tática isolada.

  • Não é só liberar crawler.
  • Não é só adicionar schema.
  • Não é só publicar blog.
  • Não é só aparecer em diretórios.
  • Não é só conseguir menções externas.

É a combinação desses sinais que constrói uma presença mais legível para sistemas de IA.

E isso aproxima muito o tema de uma estratégia mais ampla de autoridade digital.

A marca precisa ser encontrada, entendida, validada e lembrada em diferentes pontos. O site precisa organizar a informação com clareza. O conteúdo precisa responder perguntas reais. As fontes externas precisam reforçar a existência e a relevância da empresa. A demanda humana precisa mostrar que há interesse real.

A IA não substitui essa base. Ela amplifica a importância dela.

O que isso muda para marcas B2B

Para empresas B2B, o impacto é direto.

A jornada de compra já era longa, consultiva e cheia de validações. Agora, parte dessa validação começa a acontecer dentro de respostas geradas por IA.

Antes de falar com vendas, um potencial cliente pode perguntar a uma IA quais soluções existem para determinado problema. Pode pedir uma comparação entre abordagens e pode solicitar critérios de escolha. Nesse sentido, também pode pedir exemplos de fornecedores. E, além disso, pode tentar entender quais empresas são mais relevantes em uma categoria.

Nesse cenário, a marca que aparece com clareza ganha uma vantagem importante.

Não necessariamente porque recebeu um clique imediato, mas porque entrou na lista mental de consideração.

Esse é o mesmo princípio do SEO de demanda: visibilidade que cria familiaridade antes da intenção explícita.

Só que, agora, a familiaridade não depende apenas da página de resultados do Google. Ela também pode ser construída dentro de respostas, resumos, recomendações e comparações feitas por sistemas de IA.

Por isso, a pergunta estratégica deixa de ser apenas:

“Como ranquear melhor?”

E passa a incluir:

“Como tornar nossa marca mais fácil de ser encontrada, compreendida e citada por sistemas de IA quando alguém pesquisa nossa categoria?”


Quer que sua marca seja compreendida, rastreada e citada na busca com IA?

A Uá Uá ajuda empresas B2B a transformar conteúdo, SEO e autoridade digital em uma presença mais estruturada e confiável.

Fale com a Uá Uá!

Artigos tudo a ver

Google diz que uma nova onda de usuários de IA está transformando as buscas
Conteúdo de qualidade não garante performance em IA. Originalidade também depende do contexto
Conteúdo curto e focado performa melhor no ChatGPT do que guias completos